Resenha: Fortaleza Impossível, de Jason Rekulak

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FORTALEZA IMPOSSÍVEL
Autor: Jason Rekulak
Editora: Arqueiro
Páginas: 272

Sinopse: Até maio de 1987, Billy Marvin – um garoto de 14 anos que mora numa pequena cidade em Nova Jersey – é definitivamente um nerd feliz.
Ele e seus amigos inseparáveis, Alf e Clark, passam as noites se empanturrando de biscoitos e milk-shakes diante da TV, assistindo a filmes e conversando sobre música, cinema e seriados. Com a mãe trabalhando no horário noturno e a casa toda para si, Billy vara a madrugada fazendo aquilo que mais ama: programando videogames em seu computador.
Mas então a Playboy publica as fotos escandalosas de Vanna White, a famosa apresentadora de TV por quem os três são fascinados. Como ainda não são maiores de idade para comprar a revista, eles planejam um ousado assalto para roubá-la. É quando Billy conhece a brilhante, enigmática e também nerd Mary Zelinsky, e tudo começa a mudar...

Olá, pessoal!
Como vão? Estão aproveitando bem o finzinho de ano?
Aqui é o Daniel, trazendo mais uma resenha para vocês.
Hoje, venho de falar de um livro super nostálgico e divertido: Fortaleza Impossível, do autor Jason Rekulak.
Vêm comigo!



Na minha opinião, não existiu e nem existirá época mais mágica que os anos 80. Mesmo não tendo vivido esses anos dourados, admiro muito o cinema, a música, as brincadeiras, enfim, a magia daquele tempo. Diferente do que vemos muito hoje em dia, a tecnologia — pouca avançada, mas existente — nessa década não servia para afastar as pessoas, e sim uni-las, diverti-las. Era tudo mais simples e inocente.

Fortaleza Impossível faz uma viagem até essa época, mais precisamente ao ano de 1987, através da história de Billy Marvin, um garoto apaixonado por videogames, computadores e coisas do tipo, e seus dois melhores amigos, Clark e Alf.

Assim como a maioria dos adolescentes da época, os três enlouquecem ao conhecer a revista Playboy, e armam planos mirabolantes para conseguir a edição de maio da publicação, que traria fotos polêmicas de Vanna White, crush suprema dos garotos. Em um desses planos, Billy acaba tendo que conseguir a senha do alarme de uma loja, porém, seu foco muda quando ele conhece Mary, filha do dono do estabelecimento, que compartilhava com o garoto a paixão pelos jogos de computadores. E, claro, rola um clima de paixonite entre os dois.


Ela o informa de um concurso de videogames que se aproxima, cujo prêmio é o mais moderno computador da época, e se oferece para ajudá-lo a melhorar sua criação, um jogo que dá nome ao livro. Billy, almejando o grandioso prêmio da competição e os exemplares da Playboy de maio, acaba aceitando a proposta de Mary. Porém, ao passar do tempo, a dupla cria um sentimento verdadeiro, e o garoto começa a se sentir mal por estar enganando sua amiga.

E aí, será que Billy conseguirá agradar Clark e Alf e ganhar um computador de última geração sem magoar sua mais nova amiga?


Pra mim, o ponto alto do livro foi a ambientação oitentista que o autor criou. Pra quem viveu essa época, ou pra aqueles que, mesmo sem tê-la vivido, lhe nutrem uma grande paixão, Fortaleza Impossível é um prato cheio, com nostalgia na medida certa. Aqui temos muitas referências a filmes, jogos e músicas da época, que, mesmo para os que não conseguirão entendê-las, transporta o leitor até anos mágicos para a cultura POP.

Os personagens retratam bem a adolescência da época, fato que pode incomodar certas pessoas, já que os mesmos, muitas vezes, acabam apresentando preconceitos que, antigamente, eram cultivados sem a menor preocupação com o próximo. Entretanto, a figura feminina de Mary, inteligente e determinada — mesmo sofrendo bastante preconceito por ser gorda —, traz um ar de girl power muito bem-vindo à história.


Já os três garotos, mesmo praticando o politicamente incorreto que citei no parágrafo anterior, acabam se mostrando pessoas agradáveis e passíveis de aprendizagem em algumas passagens da trama. É muito legal ver a evolução deles — principalmente de Billy — no decorrer da leitura, mas, ainda sim, foram personagens que me incomodaram bastante.

Do meio para o fim, a história toma o rumo inesperado, com muitas aventuras e surpresas, prendendo o leitor de jeito. O final também é bastante empolgante e satisfatório, gostei muito mesmo. A escrita do autor é outro ponto forte da obra, Jason Rekulak merece muitos e muitos parabéns.

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Clique na imagem para jogar o game desenvolvido por Will (Billy) e Mary, trazido diretamente das páginas do livro pra gente.

Enfim, livro recomendadíssimo! Uma história refrescante e nostálgica que provavelmente te conquistará, assim como aconteceu comigo. Só é preciso ter um pouco de paciência com as babaquices de Billy, Alf e Clark (risos).

~•~

Então, é isso, gente.
Espero que tenham gostado da resenha e...
Feliz Ano Novo!
Nos vemos em 2018. ;-)

Um comentário

  1. Ainda não li esse livro, mas fiquei muito curiosa pra conhecer.
    Gostei muito da resenha.
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