Resenha: Elo

Elo

Autora: Imogen Howson
Editora: Farol Literário
Páginas: 384
Sinopse: Elissa costumava ter tudo: a atenção de todos, popularidade e um futuro promissor. Mas os três últimos anos fizeram sua vida mudar radicalmente: ela vem lutando contra terríveis visões, dores-fantasma e misteriosos hematomas que aparecem do nada. Depois de muitas idas e vindas a especialistas, surge uma promessa de cura, uma cirurgia para apagar a parte superativa do seu cérebro, que provoca tais alucinações. Às vésperas da operação, no entanto, Elissa faz uma descoberta chocante por trás daquelas visões: ela enxerga o mundo pelos olhos de outra garota.
Elo é um dos novos lançamentos da Farol Literário e foi meu pedido do mês, como não se interessar por um livro com essa sinopse? E essa capa? Uma das mais bonitas que a Farol Literário tem! Eu estava super animada para ler Elo mas logo no primeiro capítulo cai do cavalo.


Elissa há alguns anos sofre dores de cabeça e até mesmo aparecem hematomas no seu corpo quando sofre essas alucinações, até então desconhecidas. Poucos dias antes da Elissa finalmente fazer uma última cirurgia, com aquela expectativa de finalmente ser normal e voltar a ter uma vida sem essas alucinações, mais o receio de não dar certo, descobre que na verdade essas alucinações não são coisas da mente problemática dela e sim a realidade de outra garota pelos seus olhos. E ela acaba conhecendo essa garota, que ela vai se chamar Lea. 
"Ela estava em outro lugar. No corpo de outra pessoa, enxergando as coisas com outros olhos."

Lea e Elissa são idênticas, irmã gêmeas. Mas Lea não é considerada humana e sua função é ser uma experiência para o governo, todas aquelas alucinações e dores que Elissa sentia era resultado dessas experiências em Lea. Mas o que mais choca é ligar os pontos que seus pais sabiam que ela tinha uma irmã gêmea que por conta disso elas tem esse Elo, não por problemas mentais, ou seja, não era necessário a cirurgia mas mesmo assim fariam.

Então Lissa decide ajudar Lea a sair do planeta Secoia (sim, o cenário não se passa no planeta Terra e sim num universo intergalático, agora me pergunta se a autora trabalhou isso durante a narrativa? Não). Então Lissa vai ter a "ajuda" de Cadan, o melhor amigo de Bruce (irmão de Lissa). Mas Lissa e Cadan não tem uma boa relação desde o dia que ele entrou em Emaer - piloto de naves do governo - porque Cadan é de uma classe social baixa e precisa ser e dar o seu melhor para conseguir o cargo de piloto e assim, ter um salário digno, coisa que para a família de Elissa não é problema. Então as irmãs vão tentar sair de Secoia e ter um recomeço em um outro, que considere Lea humana.

Eu estou acostumada com o primeiro livro de uma trilogia ou série que são introdutórios, sabe, onde os autores explicam o cenários, os personagens e a realidade do livro. E isso não aconteceu em Elo. Me senti como se a autora jogasse as informações para o leitor e "dane-se é seu dever entender o mundo que construí sem explicar basicamente nada de relevante pra você".

O livro é narrado em terceira pessoa, que momentaneamente tinha me dado uma esperança que a narrativa iria melhorar, mas só me deixou mais perdida, porque o que eu espero numa narrativa em terceira pessoa é que englobe todo o enredo, ou seja, que a narrativa conte realmente a história introdutória de Elo.

Os personagens foi outro ponto impossível de tragar. Elissa é uma personagem burra, pra falar o português claro e não senti nenhuma empatia por ela. Os pais dela também são uma incógnitas durante a narrativa. Cadan tenta ser um cara charmoso com uma pegada de responsabilidade mas que só me deu sono. Já a Lea, é de longe a melhor personagem de Elo, ela foi aquela personagem que falou o que a Elissa deveria ouvir sem dó mas que também se mostrou altruísta pela irmã.
"Mas só porque ninguém amarrou você nunca cadeira e ligou uma máquina à sua cabeça não significa que você também não tenha cicatrizes."

Já a finalização de Elo foi daquele jeito, com um gostinho um pouco agradável (até porque não esperava algo bom no final, depois de ter lido um enredo e uma narrativa mediana) porque finalmente a autora deu uma resposta concreta, sobre a necessidade do Governo em ter os irmãos gêmeos em seu poder e com um gostinho de "não vou continuar essa trilogia não, obrigada".


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5 comentários

  1. Oi, Nathália! Tudo bem?

    Puxa... que chato este livro não ter lhe agradado...
    É muito ruim quando o livro nos desaponta... bem, talvez o próximo da trilogia, supere este primeiro, que tal?

    Nathália, já está participando do sorteio do nosso blog Irmãos Livreiros ??? Corre lá para participar! Ficarei muito feliz com sua participação! :)

    Beijos!
    Irmãos Livreiros

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  2. Não conhecia esse livro e pela resenha acho que não seria um livro que eu ia gostar. Ultimamente não tenho mais saco para personagens burras ou homens que se sentem o garanhão sabe? Ou aqueles diálogos "você é como as estrelas que brilham de noite no céu". HAHAHAAHA
    Enfim, que pena que o livro não foi tão bom assim né? É muito chato quando a gente vai cheio de expectativa e ai se decepciona no final.

    Beijos!
    http://www.prateleiracolorida.com.br/

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  3. Olá!
    Nossa, achei a capa do livro bastante intrigante, no sentido de interessante, chamativa.
    A história parece ser bacana, mas se não há uma introdução ao mundo do livro fica um pouco difícil de seguir com uma boa leitura.


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  4. Olá Nathália,

    Não conhecia esse livro, mas confesso que não me despertou interesse, mas que bom que você gostou...bjs.

    devoradordeletras.blogspot.com.br

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  5. Oi Nathália, tudo bem?
    Primeira vez que visito seu blog, e eu amei! Ele está muito lindo, parabéns!

    Uau, a sinopse do livro me encantou bastante, fiquei naquela de "meu Deus, eu PRECISO desse livro", mas como sempre a sinopse não é tudo, não é mesmo? Que pena que não gostou do livro, é péssimo quando nossas expectativas não são atendidas. Eu concordo que geralmente o primeiro livro de uma trilogia tem de ser algo explicativo, não dá pra simplesmente jogar os fatos à esmo e esperar que os leitores entendam a história. Amei a resenha, beijos!

    Natália,
    http://obcecadapeloslivros.blogspot.com.br/

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