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  • Resenha: A Vida como ela era

    A vida como ela era

    Autora: Susan Beth Pfeffer
    Editora: Bertrand Brasil
    Páginas: 378

    Sinopse: Quando Miranda começa a escrever um diário, sua vida é como a de qualquer adolescente de 16 anos: família, amigos, garotos e escola. Suas principais preocupações são os trabalhos extras que os professores passaram tudo por causa de um meteoro que está a caminho da Lua.
    Ela não entende a importância do acontecimento; afinal, os cientistas afirmam que a colisão será pequena. Mas, mesmo assim, acredita que esse será um evento interessante a se observar, com binóculo, do quintal de casa.
    Para surpresa de todos, o impacto da colisão é bem maior do que o esperado, e isso altera de modo catastrófico o clima do planeta. Terremotos assolam os continentes, tsunamis arrasam os litorais e vulcões entram em erupção. Em 24 horas, milhões de pessoas estão mortas e, com a Lua fora de órbita, muitas outras mortes são previstas. Os supermercados ficam sem comida, e Miranda e sua família precisam, então, lutar pela sobrevivência em um mundo devastado, onde até a água se torna artigo de luxo. 
    A Vida como ela era foi uma cortesia da Record do ano passado. Ele tinha sido ignorado por mim nas news da editora mas mesmo assim lá estava ele me esperando em casa e só fui ler agora. E sabe aquele arrependimento por ter demorado a ler? Pois bem, tô sentido isso, além de querer muito o segundo volume.


    Miranda era uma adolescente comum. Sua vida era comum, vivendo com a mãe e o irmão mais novo. Seu pai com outra mulher e grávida. E seu irmão mais velho na faculdade. Mas tudo se torna incomum quando um asteroide colide com a Lua, que todos achavam (os cientistas, físicos) que não seria nada demais, que o planeta Terra continuaria do jeito que estava. Mas erraram. A Lua saiu do lugar e veio pra muito próximo da Terra e consequências naturais avassalaram a Terra: Tsunamis, Terremotos, nevascas, etc.

    "Nunca pensei muito sobre o fato de que a Lua que vejo é a mesma que Shakespeare, Maria Antonieta, George Washington e Cleópatra viram. Para não mencionar os zilhões de pessoas de que nunca ouvi falar. Todos os Homo sapiens e Neandertais olharam para a mesma Lua que eu olho."


    A Vida como ela era é o livro da sobrevivência de Miranda e sua família, não tem grandes reviravoltas políticas, amorosas, etc., a autora usa desse primeiro volume da série para demonstrar as dificuldades de alimentação que a família da nossa personagem teve que passar, por falta de luz, de água, de contato com outras pessoas. Se você espera um livro cheio de ação, esquece. Esse livro é cheio de tensão porque não sabemos quem vai sair vivo de lá e se que alguém irá sair dessa situação bem. Ao contrário de muitas distopias que já começam com a desgraça já feita, então ganhou muitos pontos comigo por finalmente começar desde o começo (momento redundante).

    No decorrer da leitura me infiltrei na família de Miranda, como a narrativa é um diário, só me foi apresentado o ponto de vista de Miranda, então os problemas que ela tinha com sua mãe e seus irmãos para sobreviver a essa mega mudança de rotina e de vivência, eu estava a par. Miranda no começo era uma chata, gente do céu, mas a autora faz com que ela se desenvolvesse, ela amadurece tanto na narrativa que me chocou em algumas partes porque eu pensava "nossa, não, eu não faria isso pela minha família se eu fosse a Miranda".

    "- Durante toda a minha vida, sempre me comportei bem -  disse ela - Já estava na hora de poder empurrar algumas pessoas e não pedir desculpas."


    Outra novidade em A Vida como ela era, é que a autora Susan Beth incluiu a religião no enredo. Na maioria das distopias juvenis que li (ou livros com o enredo de "fim de mundo") nenhum autor apresentou um personagem mega religioso que é a Megan em A Vida como ela era. As duas, pelo ponto de vista de Miranda, eram amigas desde sempre, até o momento que Megan vira uma religiosa. E nas melhores reflexões de Miranda sobre a Lua e sua colisão eram com rápidas conversas com a Megan.

    "- Não acredito que um meteoro tenha colidido com a Lua porque eu quero ir ao baile de formatura com o Dan - argumentei. - Qual a razão de Deus nos fazer humanos se Ele não quer que nos comportemos como humanos?"


     A Vida como ela era é um livro onde você começa a leitura roendo as unhas e termina assim. Você não sabe se as coisas vão dar certo, não sabe se é possível dar certo, mas lá está Miranda escrevendo em seu diário o seu longo e complicado ano, sem internet, com alimentação totalmente enlatada, sem ar condicionado para os dias mais quente e frio.

    E não posso deixar de citar o trabalho da Bertrand na edição do livro. A capa já começa sensacional porque a Lua é feita com um material áspero. E por dentro as folhas são amarelas e tem um belo espaçamento e uma fonte com o tamanho ideal pra leitura não cansar a vista.

    4 comentários :

    1. Estou louca por esse livro desde o lançamento. Já ta separado para as proximas leituras. Sua resenha só me deixou co mais vontade de ler.

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    2. Eu já li algumas resenhas sobre esse livro e a maioria delas é de pessoas que se encantaram com a história. Não sei porque não teve mais divulgação. Adoro essas coisas futuristas e um mundo diferente e tudo o mais, então acho que iria gostar bastante de ler esse livro.

      Beijos

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    3. Oi Rizia, sua linda, tudo bem?
      É verdade, todos os livros de distopia já começam depois do desastre que acabou com o mundo que vivemos. Esse nos mostra tudo enquanto o desastre acontece, também gostei muito disso. Eu fiquei pensando: deve ser desesperador passar por isso e sobreviver a cada dia sem saber o que irá acontecer no dia seguinte. Você me deixou angustiada com essa história que eu não conhecia e agora não vejo a hora de ler. Sua resenha ficou ótima.
      beijinhos.
      cila.
      http://cantinhoparaleitura.blogspot.com.br/

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    4. Oii Nath!

      Parabéns pela resenha!
      De cara já gostei do livro pela capa hahaha A sinopse também é ótima e a sua resenha me deixou super curiosa ^^
      Já está na listinha <3

      Beijos,Kamila
      www.vicio-de-leitura.com

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