Resenha: Os ricos também morrem

Cortesia da Editora

Os ricos também morrem

Autor: Ferréz
Editora: Planeta
Páginas: 192

Sinopse: Bolonha, Mauro Maurício, Nego Jaime, Júnior, Dona Néia e Sebastião são heróis e anti-heróis que Ferréz criou para histórias curtas que apresentou em palestras e saraus por todas as periferias brasileiras e também em grandes festivais literários no Brasil e no exterior. Neste livro inédito, o escritor mais emblemático da chamada literatura marginal transforma estas breves histórias em contos. A linguagem ágil, próxima à do rap, transforma-se em literatura. Os “causos” urbanos do cotidiano rude das cidades compõem em Os Ricos Também Morrem um mosaico do Brasil real. Para os fãs da verve ácida, direta e reta desse autor reconhecido em todo o mundo este livro dá o recado: as injustiças e a desesperança moram ao lado e não do outro lado do Atlântico.
Os ricos também morrem é o mais novo trabalho do autor Ferréz lançado pela Editora Planeta. Eu "conheci" o autor graças a um amigo meu do estágio e quando vi esse lançamento das news da Editora não pensei duas vezes em pedir o novo livro do autor para conhecer a sua escrita e só posso dizer: curto, reto e grosso.



Os Ricos também morrem é um livro de causos sobre a periferia. Já começamos bem porque eu gosto muito de ler causos/contos/crônicas, mas a grande novidade foi ser incluída como leitora numa realidade que não é minha, a periferia. Ferréz é curto e direto pra me contar de como é a realidade de um dono de barzinho na favela, pra me contar como a população é iludida pelos vampiros (lê-se: políticos) de quatro e quatro anos, me conta do tráfico, me conta sobre a hipocrisia da religião e mais um monte de situações com a visão periférica.

Nesse novo livro do autor, há também ilustração em alguns dos contos pelo Alexandre de Maio, abaixo vocês podem ver uma dessas ilustrações. Elas complementaram os causos deixando a leitura mais fantástica.

Ilustração do Alexandre de Maio
Ferréz é o autor que narra de uma forma ácida e com um tom irônico o cotidiano da periferia. Com muito palavrão e uma linguagem coloquial (informal e/ou popular) Ferréz me envolveu totalmente em seus personagens, mesmo que tenham sido só pequenos causos, eles me incomodaram com a realidade.

Os Ricos também morrem é uma literatura marginal, onde o autor tem como objetivo de narrar a sua realidade na periferia. Nesses causos ele vai criticar e/ou nos apresentar de forma crua e direta questão da fome, da desigualdade, da falta de oportunidade, da educação, do tráfico, entre outras coisas. Foi meu primeiro contato com a literatura marginal e não será a última!

E separei alguns quotes marcantes do livro pra mim e deixo pra vocês deram uma lidinha pra terem uma noção de como é o tipo de narrativa e do que esperar nos causos do Ferréz nesse livro :3





Acredito que Os Ricos também morrem talvez não chame a atenção de todos os leitores do blog, mas eu peço que deem uma oportunidade de conhecer esse livro e esse autor, porque essa leitura foi destruidora.

3 comentários

  1. Oi, Nathália!
    Não imaginei que esta fosse a temática do livro, mas acho que absolutamente toda leitura é válida. Gosto de livros ácidos e sinceros, e achei muuuito interessante.

    Beijo

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  2. Nathália, obrigado pela sincera crítica, com muito orgulho um abraço do Ferréz

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  3. Anônimo17:38

    Por favor...Quais são as características físicas e psicológicas dos personagens?

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