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  • Combo Terapia: Metástase

    Metástase no Skoob

    Metástase

    Autora: Paula Febbe
    Editora: Independente
    Páginas: 127

    Sinopse: Em 2015, Paula Febbe decide colocar o livro mais denso, soturno e perturbador que ela já escreveu a público. Metástase “nasceu” em 2014, após a autora ter ficado uma semana de cama, por um problema grave de saúde, sem saber se sobreviveria. Inspirado no texto Limerence, a história é de uma jovem mulher sequestrada e todos os pensamentos desta mulher em meio ao que passa. Primeiro livro da autora do ponto de vista da vítima, e não do assassino.
    Primeira postagem do Combo Terapia foi no começo do blog, com a Resenha "Princesa de Gelo" + entrevista da autora (Thayane Gaspar). Depois de um ano e vários meses, trago mais uma edição dessa "coluna" no blog pra vocês -q

    Dia 11 de Abril teve o lançamento de Metástase na Livraria Cultura em São Paulo. Confesso que não conhecia a autora e muito menos os seus outros títulos, mas como foi indicação da minha autora favorita, a Cláudia Lemes, não poderia perder essa oportunidade de conhecer mais uma autora nacional!


    Vou começar confessando pra vocês que tive que ler duas vezes Metástase. Ele é um livro curto e com uma escrita sucinta mas que me deixou de estômago embrulhado. Em Metástase a autora Paula Febbe narra pelo ponto de vista de uma vítima de sequestro e estupro. Então sim, esse livro é pra +18.

    Eu gostei muito da narrativa da Paula Febbe por ser curta e direta mas que me atingiu como um murro no estômago, curti demais esse tipo de narrativa e estou bem curiosa para ler os outros dois livros da autora.


    Na foto acima vocês podem ver as marcações de quantidade de dias que a narradora/vítima ficou na mão do sequestrador. Foi a primeira coisa que vi quando dei uma folheada e já fiquei balançada com isso, porque é meio macabro (sejamos sinceros), como se a vítima estivesse presa (e está mesmo, mas não porque cometeu algum crime).


    A leitura me balançou e o final de Metástase foi bem diferente do que eu tinha imaginado, mas mesmo assim a leitura conseguiu me incomodar em todas as páginas.

    Não vou falar mais sobre Metástase pra não contar muito sobre o enredo porque ele merece ser lido sem que eu revele algum tipo de spoiler ou dica do que vai acontecendo no correr da história.

    Confiram agora uma pequena entrevista com a autora Paula Febbe!

     

    ENTREVISTA

    Imagem retirada da fanpage da autora
    Livroterapias: Já que seu livro é curtinho e ao mesmo tempo intenso, se descreva em poucas palavras (Paula autora e/ou pessoa).

    Paula: Gosto de me considerar uma escritora de ficção transgressiva, que é aquela ficção não tradicional e que serve para incomodar. Tirar o leitor da zona de conforto dele, tanto no quesito narrativa quanto no quesito formato da narrativa.

    L: Na própria sinopse diz que Metástase foi seu primeiro livro no ponto de vista da vítima e não no assassino. Como foi essa mudança na hora de escrever? E você decidiu ser pela vítima mesmo ou saiu sem querer?

    P: Eu decidi, pois tive um problema de saúde que me deixou de cama por uma semana. Eu não sabia se ia sair daquela ou não. Foi nessa época que consegui entender como era ser completamente impotente para sair de uma situação. A minha cama foi meu sequestrador.

    L: Quando você começou a escrever Metástase já tinha um final em mente ou você só foi saber do final dele quando colocou o último ponto final?

    P: Normalmente escrevo meus livros sem pensar em um final específico. Deixo a narrativa criar vida e se desenvolver, mas no caso do Metástase, como ele foi inspirado por um conto meu já fechado, o Limerence, eu sabia qual seria o fim, sim. Apenas a última frase do livro foi um GRANDE improviso. Fiquei pensando se deixava ou não ali, pois ela mudaria tudo. Resolvi deixar.

    L: Um dos trechos que mais me marcou foi a dos machistas. Você colocou algum dos seus ideais de vida na personagem que narra a história?

    P: Estamos num momento em que o feminismo está cada vez mais presente. Não fico em cima do muro nessas discussões. Não é todo mundo que sabe, mas o feminismo luta pela igualdade entre os sexos, não pela figura feminina acima do homem, portanto, acho que tudo que lute pela igualdade deve ser discutido, se tal igualdade ainda não houver. Um assunto que me pega intimamente é a violência contra a mulher. Ouvi algumas histórias de alguns amigos advogados. Chega a ser assustador e não podemos ignorar estes acontecimentos. Um deles contou sobre uma mulher que teve o rosto cortado de ponta a ponta por um prato de cozinha. O marido se irritou e virou o prato no rosto dela. Ela foi depor, mas logo depois desistiu e voltou com o marido. Acho que enquanto alguém souber de uma situação como esta e julgar a mulher por ela ter voltado e não tentar auxiliá-la a encarar o problema e criar recursos para que ela saia de uma situação da qual ela acredita que não tem saída, estaremos vivendo em uma sociedade problemática.

    L: Saindo um pouco só de Metástase... Quero saber como você desenvolveu sua forma de narrativa? Porque quando comecei a folhear e a ler Metástase, vi que sua narrativa é sucinta mas que de nenhuma forma se perdeu na intensidade para passar as emoções ao leitor.

    P:Acredito que um formato mais conciso seja o retrato do tempo em que estamos vivendo. Por conta de Facebook e Twitter, por exemplo, todos nós lemos muito, mas as explicações de situações e intenções não precisam mais de tantos detalhes, como a literatura mais tradicional aplicava, pois tínhamos acesso a poucas imagens e informações. Hoje temos menos tempo e somos mais ágeis em entender certas coisas, pois a exposição às mais diversas situações já é pré estabelecida, por isso, creio que o entendimento e reconhecimento sejam mais rápidos. Aqui no Brasil, posso citar o Lourenço Mutarelli e o Carlos de Brito e Mello, que escrevem esse tipo de literatura, e acho que, cada vez mais, o formato literário irá se tornar menos explicativo e mais visceral. É uma literatura de sensações, mesmo...

    L: Teve algum projeto literário que você tem em mente mas ainda não deu certo de "nascer"?

    P: A maioria dos meus livros já está escrita. Lancei três livros impressos de ficção, mas tenho outros nove apenas na fila esperando o lançamento. Minha ideia é lançar um livro por ano, portanto, tenho material para algum tempo. hahahaha

    L: E em falar em projeto literário, tem alguma novidade para seus leitores em breve?

    P: O livro pelo qual mais tenho carinho no momento, é um que estou escrevendo com uma autora e amiga que admiro muito, mas isso vou ter que contar mais pra frente. Ainda é surpresa. Espero que saia este ano (tá vendo? O conceito de um livro por ano já caiu por terra! hahaha)

    L: Pra finalizar, deixe seu recado aos seus leitores e futuros leitores, o que quiser :3

    P: Não tenha medo de buscar no seu íntimo o que realmente te incomoda. Assim que você descobrir, tente entender a razão de tal coisa te incomodar. Quando descemos no que temos de pior, é que realmente nos descobrimos. Além disso, não se conformem. Nunca.

    Outras Obras

    Mãos secas com apenas duas folhas

     Relato inspirado por orelhas

    Onde Comprar 

     

    loja.paulafebbe.com


    E os convido para curtirem a página da autora Paula Febbe no Facebook, onde ela publica alguns quotes de seus livros e novidades:

    http://www.facebook.com/PaulaFebbeOficial

    Aproveito para agradecer a Paula Febbe pela entrevista e por ter sido tão acolhedora no lançamento de Metástase, desejo sucesso sempre!

    1 comentários :

    1. O que falar da tal de Paula que mal conheço e considero pacas há tempos? <3 Ansioso pra ler Metástase, que está pra chegar, apenas. MDSAPMADSPDASMPOASMDPADS

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