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  • Resenha: Uma Loja em Paris

    Uma Loja em Paris 

    Autor: Máxim Huerta
    Editora: Planeta (selo Essência)
    Páginas: 256

    Sinopse: Num dia qualquer, quando andava sem rumo pelas ruas de Madri, Teresa, uma órfã rica que vive sob o rígido controle de sua tia Brígida, se vê impelida a entrar em um antiquário, atraída por uma tabuleta de uma antiga loja parisiense de tecidos. De volta ao seu apartamento, após fixar a tabuleta em seu escritório — que compra sem saber muito o porquê —, a jovem é atormentada por uma série de sensações, percepções e visões que, ao que tudo indica, fazem referência à dona da tal loja, Alice Humbert, que viveu na Paris dos anos 1920. Quem terá sido essa mulher e por que a sua história agora lhe bate à porta de uma maneira tão intensa, Teresa se pergunta. Sem perder tempo, ela parte em busca das respostas na mágica, romântica e colorida capital francesa, para onde se muda.

    Uma Loja em Paris é um dos lançamentos da Editora Planeta desse mês. E parece que Paris me ama, porque já é o segundo livro em um mês com o cenário parisiense que leio :P

    Confesso pra vocês que pedi esse livro porque ele me fez lembrar de dois livros: O Trem dos Órfãos e A Garota que você deixou para trás. Por que esses dois? Porque ambos são narrados entre o presente e o passado histórico, como Uma Loja em Paris, então eu estava com a certeza que iria curtir a leitura... Mas não curti como eu pensava mas foi razoável.

    Teresa perdeu a mãe e foi criada pela sua tia (irmã gêmea de sua mãe), só que sua tia era daquelas mulheres "não faça isso, você é um lady" ou "se vista dessa forma, você é uma lady", ou seja, Teresa não tinha liberdade alguma. Mas o problema nem era só a falta de liberdade, era a falta de afeto da tia com a sobrinha, que era algo que Teresa mais sentia falta porque a relação dela com a mãe foi sempre calorosa. Até que ela conhece Laurent e se apaixona, seria um relacionamento ótimo e durável, até que Laurent precisa deixar Madrid pra cuidar do pai em Paris e Teresa descobre pela tia que Laurent faleceu.

    Órfã mais uma vez, Teresa se sente perdida mas atraída por uma tabuleta de uma loja de tecidos e essa tabuleta tem uma grande história, a de Alice. E então vamos para o passado, vamos para a história de Alice, uma garota de família pobre e que vê oportunidade de ganhar dinheiro posando nua para alguns artistas.

    Teresa ligada pela história de Alice, de forma emocional, se muda para Paris e compra uma loja lá, e essa loja pertenceu a Alice. Nisso Teresa se joga mais no passado de Alice, para descobrir quem era a verdadeira Alice, quais eram os seus sonhos e desejos, sua felicidade e sua tristeza.

    Teresa e Alice não tem nada de parecido na personalidade. Teresa é mais reservada enquanto a Alice coloca a cara pra bater pra tentar melhorar de vida, mesmo que isso faça com que ela se afaste de sua família. Em alguns momentos as duas histórias se ligam por ter tido algumas situações semelhantes, mas nada muito emocionante.

    Como comentei, a leitura não foi sensacional (como os livros citados no começo da resenha, por terem um tema parecido), senti falta de um dramalhão, com os sentimentos todo a flor da pele. Pensei que a leitura fosse mais densa, com mais desgraça explícita, mas acabou sendo bem calma e sem grandes surpresas.

    Eu gostei da narrativa do Máximo Huerta porque é bem organizado mas me faltou sentimento, não sei explicar... Sabe, não tive aquela vontade de jogar o livro pra longe quando acontece alguma coisa ruim com a Alice ou não fiquei shippando loucamente o casal, etc. Mas para mostrar o cenário parisiense, o autor conseguiu fielmente apresentar as relações dos anos 20. Sobre a edição da Planeta tá naquele padrão, com bom espaçamento e folha pólen, pra deixar a leitura mais confortável possível :3
    "O pior sentimento não é estar sozinho. É ser esquecido por alguém de quem nunca se esquecerá. Foi nesse momento que me tornei órfã de novo e senti que meu destino era viver uma vida medíocre."

    1 comentários :

    1. Nath, sua linda, gostei do livro, mas achei que podia ter me empolgado mais... Na verdade, achei uma história fofa, envolvente, especialmente a vida de Alice e sua dolorosa peregrinação. Mas algumas coisas foram resolvidas rápido demais, sem mais aprofundamento, afinal, o drama era tão intenso...
      Vou até te chamar no face pra saber uma coisinha do final...
      Acabei dando 3 estrelinhas, porque faltou algo a mais. Mas que a narrativa é gostosa, isso é!
      Beijo, adorei sua análise do livro.
      As Meninas que Leem Livros

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