[Entrevista] Daniel Dias


Vamos conhecer um pouco do Daniel Dias? Autor de A Cidade Flutuante pela Editora Empíreo, já resenhado aqui no blog!

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O blog foi convidado para realizar algumas perguntas ao autor, confesso que tenho um bloqueio de criatividade quando se trata em criar uma entrevista, mas enfim, vamos conferir as minhas perguntas e as respostas do autor!

Livroterapias: Vou começar com a pergunta clichê: quem é Daniel Dias?
Daniel Dias: Espero que não seja estranho falar de mim na terceira pessoa. Daniel Dias é um escritor que mora em Florianópolis e que se interessa pelo fantástico. Publicou seu primeiro romance há pouco tempo, mas garante que outros vêm por aí.

L.: Como foi o processo de criação de A Cidade Flutuante?
D.D.: Quando comecei a pensar nas aventuras da Dominó, eu imaginava uma série de quatro livros. Acabei optando por condensar tudo em um só livro, para que o leitor pudesse acompanhar do começo ao fim as descobertas da Dominó e como essas descobertas afetam a visão que ela tem do mundo e também de si mesma. Na época, eu estava passando por uma fase de questionamentos, coisas como “o que a escrita realmente significa para mim?”, enfim, tentando descobrir qual caminho seguir. Não é uma coincidência a Dominó também estar em busca de respostas. Acho que foi inevitável transferir alguns desses questionamentos para o interior do livro.

L.: Uma das coisas que gostei enquanto eu lia A Cidade Flutuante foi suas críticas sociais escondidinhas num enredo de fantasia. Foi sem querer ou você colocou esse problemas nas folhas para dar um incomodo no leitor fazendo com que ele pense “opa, isso acontece na vida real”?
D.D.: A desigualdade social entre a capital do Império e os subúrbios é a mesma que vemos todo dia na nossa realidade. Houve sim uma preocupação em retratar um mundo que não fosse tão diferente do nosso. Acredito que a ficção seja uma das melhores ferramentas para criticar a realidade.

L.: Tem algum personagem inspirado em você? E o seu personagem favorito do livro é qual?
D.D.: Como disse, transferi para a Dominó algumas dúvidas minhas, mas não conseguiria afirmar que ela foi inspirada em mim. O modo de agir dela é bastante diferente do meu. Olhando para trás, percebo que em todos os personagens principais há um pedacinho de mim, seja algo que eu já tenha sido, que sou ou que eu deseje ser. Gosto muito da Catarina e do Gatuno. Eles dão uma descontraída em momentos que nenhum outro personagem seria capaz de fazê-lo.

L.: Teve um público específico para atingir quando você decidiu escrever Cidade Flutuante?
D.D.: Admito que não. Escrevi “A cidade flutuante” pensando em um livro que eu gostaria de ter lido.

L.: Terá novos projetos? Conte para nós.
D.D.: Estou trabalhando em um novo romance, que se passa num universo ficcional muito mais próximo da nossa realidade do que o universo ficcional de “A cidade flutuante”. O título provisório desse novo romance é “A viajante dos sonhos”. Dá para dizer que é uma mistura de romance policial com literatura fantástica.

E agora deixo meu agradecimento ao Daniel por ter aceitado e respondido essas perguntas simples (eu juro que vou trabalhar nisso pessoar) e a Editora Empíreo pelo livro sensacional no catálogo deles <3


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