Resenha: Réquiem

Livro cedido em cortesia com a Editora
Réquiem

Autora: Lauren Oliver
Editora: Intrínseca
Páginas: 304
Sinopse: No desfecho da trilogia em que o amor é considerado uma doença, Lena é um importante membro da resistência contra o governo. Transformada pelas experiências que viveu, está no centro da guerra que logo eclodirá. Depois de resgatar Julian de sua sentença de morte, Lena e seus amigos voltam para a Selva, cada vez mais perigosa. Enquanto isso, Hana, sua melhor amiga de infância, foi curada. Ela leva uma vida segura e sem amor junto ao noivo, o futuro prefeito. Às vésperas do casamento e da eleição - cujo resultado pode dificultar ainda mais a vida dos Inválidos -, Hana se questiona se a intervenção realmente tem efeito. Vivendo em um mundo dividido, Lena e Hana narram suas histórias em capítulos alternados. O que elas não sabem é que, em lados opostos da guerra, suas jornadas estão prestes a se reencontrar.


Réquiem no Orelha de Livro & Skoob

Réquiem é o terceiro e último volume da trilogia Delírio. E antes mesmo dela ser lançado aqui no Brasil, já sabia da fama de Réquiem lá fora, que não é muito boa. Então não sei se porque eu não li Réquiem com altas expectativas, eu gostei da finalização, mas claro questionando algumas coisas que a autora fez.

Mas primeiro vamos conhecer os volumes anteriores com spoiler, acho impossível fazer uma resenha do livro "finalização" sem retomar os anteriores e contar algum spoiler, então aproveite a deixa e passe reto nessa resenha -qq

[spoiler dos livros anteriores]

 

Em Delírio conhecemos Lena a nossa narradora, que vive num mundo que não existe o amor, amor de casal, de amigo, de família, qualquer tipo de afeto verdadeiro é proibido, é a doença de Deliria Nervosa. E nesse primeiro volume vemos que Lena está pronta para a cirurgia, para ser pareada com algum garoto e ter uma família como o governo quer. Porém Lena se apaixona Alex.

Já em Pandemônio Lena narra o 'antes' e o 'agora', ela está com uma galera "revolucionária" no antes e no agora ela está presa com Julian. Julian é filho de Thomas Fineman, que é o fundador e presidente de uma organização Sem Deliria, ou seja, inimigo da Lena. Mas Julian cria um interesse por Lena e ela também... "Mas e o Alex Nathália????" Então... A autora dá o entender que Alex morreu no primeiro livro mas ele volta na última folha de Pandemônio lol

[/spoiler dos livros anteriores]

Feita a retomada do enredo dos livros anteriores, agora começo de fato a resenha de Réquiem, que também terá spoiler de alguma coisinha, mas já deixo avisado D:

A grande surpresa nesse último livro da trilogia foi a narração de Hana, ela tem o trabalho de nos apresentar como está sendo sua vida de pareada, pronta pra casar com o Fred, futuro prefeito da cidade. Vemos a luta diária dela em acreditar que a cirurgia deu certo, que ela não se importa com Lena e muito menos com a família de Lena, ela precisa acreditar que está bem e está aceitando tudo que está vindo pra ela, caso contrário... A Cirurgia não deu realmente certo.

Sobre a narrativa da Hana eu ainda não sei se gostei ou não. Foi interessante ver o ponto de vista da Hana e da possível vista de como estava o mundo com "medo" de ataque de grupos rebeldes, mas ao mesmo tempo foi uma encheção de linguiça. E quem foi Hana nos dois primeiros livros? E pensei seriamente em ter um ponto de vista do Alex, ao invés da Hana.

E de outro lado temos a narração da Lena, que agora está "livre" com o grupo resistente (do segundo livro) mas com a presença de Julian e Alex.

Então um minuto de silêncio.

Triângulo amoroso.

Não.
Por quê?

Eu realmente não sei o motivo da volta de Alex, ele praticamente não fez nada em Réquiem (que a Lena tenha visto, mais uma vez sou a favor de um pov do Alex)! Ou então, porque a Lauren nos apresentou Julian? Ele sim poderia ter morrido, porque também não fez nenhuma diferença em Réquiem! ~acho que isso me tirou mais o sério, do que o final propriamente dito~

"- Eu não amo você, Lena. Está me ouvindo? Nunca amei."
Página 28

Lena ficou com aquela dúvida de qual garoto ela quer ficar, mas achei bem de leve suas mimizices porque ela tinha que ficar preocupada em como seu grupo de resistência iria encontrar o outro grupo e como lutar!

E gente, vocês não tem A noção de quanto eu ri demais quando o grupo da Lena achou o outro grupo de resistência na Selva, mas esse grupo não era NA-DA com que a Lena imaginava, sério! Desorganizado, sujo, pessoal tudo mal educado, etc etc. KKKKKKKKKK Só de lembrar eu dou risada. E como eu (a m e i) isso. A Lauren não nos apresenta um lugar mágico e tudo certinho para aqueles que querem viver com Deliria Nervosa, não são a favor da cirurgia e nem a intromissão do governo em te obrigar a ficar com uma pessoa pro resto da sua vida sem ter o amor. É um grupo/local caindo aos pedaços que nos faz questionar "Será mesmo que é tão bom um mundo sem o controle do governo?" eu me pego pensando a mesma coisa que Lena, porque claro, quero conforto, quero que minha liberdade (ou a liberdade da Lena) traga coisas boas e não coisas mais sofridas.

"Isso não é liberdade. Não é o novo mundo que imaginamos. Não pode ser. Isso é um pesadelo"
Página 121

Réquiem me fez tremer a base por um momento, porque em Delírio descobrimos o passado da mãe da Lena, que ela foi "infectada" com a Deliria Nervosa e por isso cometeu suicídio... Isso é o que contaram para Lena, mas na verdade sua mãe está viva e ela só apareceu em Réquiem quase no final do livro, eu fiquei com muito medo da autora ter esquecido esse ponto tão importante na narração e-e

"E o final Nathália?????/"

Achei satisfatório, a partir do momento que a autora me apresenta esse mundo na Selva e consegue trazer questionamentos, de se tudo isso que aconteceu foi alguma coisa boa ou era melhor a Lena ter ficado de boa desde o primeiro livro, o final é um complemento. Ele é bem aberto, tanto no ponto de vista de Lena quanto da Hana, e assim o leitor fica a vontade em imaginar o seu próprio final, e eu particularmente gostei disso.

"Um mundo livre também é um mundo partido."
Página 214

Mas mesmo assim, depois de tanto analisar, ver os pontos positivos e negativos de Réquiem, não sei quantas estrelas dar a ele HUAEHUAEUAEU. E ainda nem caiu a ficha que acabou, graças a esse final aberto, estou toda hora pensando num próximo livro HUAEHUAHEUAHEA

E não sei se vocês estão sabendo, mas Delírio ia ser um seriado pela Fox e não foi aceito, mas a Hulu (canal de streaming estadunidense) exibiu o pilot e agora pode ser que apareça alguma chance de Delírio ser repensado para essa adaptação. Até um tempo atrás o pilot estava no YouTube, e agora ele está como vídeo privado, talvez vocês achem em sites de séries para download ou online.


4 comentários

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Eu amo distopias
    E tenho muito interesse em ler essa série
    Me parece ser muito bom
    Já estou seguindo ;)

    Beijos
    http://pocketlibro.blogspot.com.br

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  3. Nathalia, estou com muitas dúvidas...rs
    Que história bagunçada, fiquei totalmente perdida.
    Bom, não é para menos, não li os livros, tenho Delírio aqui, tava afim de comprar os demais livros mas depois dessa sua resenha estou cheia de dúvidas. Achando a história muito sem noção e muito do mais, já que tá na mosa essas distopias. Vamos ver, talvez eu compre pra não ficar com a trilogia incompleta e leia, claro. Mas ainda estou com receios.
    Beijos
    Viviane
    Razão e Resenhas

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  4. Oi meninas!
    Estou louca por Réquiem!
    Eu tenho os dois primeiros livros, mas ainda não li Pandemônio e confesso que não li a resenha (calma, não me xinguem!) por medo de estragar toda a surpresa deste, mas pelo início vi que o final da saga é bom, ao contrário do que muitos dizem. Espero não me arrepender de ter esperando tanto, pois eu só vou ler o segundo quando conseguir comprar o terceiro. (Doidera, né? KKKKK!!!)
    O blog está lindo!

    Bjs... Fik com Deus!

    Evanete Lima - Cada Livro, Uma Viagem

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