Resenha: Zon - O Rei do Nada

Zon - O Rei do Nada

Autor: Andrei Simões
Ilustradora: Lupe Vasconcelos
Editora: Empíreo
Páginas: 240
Sinopse: Como seria reinar sobre absolutamente nada? Em Zon – O rei do nada, os leitores entrarão em contato com uma narrativa profunda e intensa, na qual conhecerão um personagem que precisa invadir mentes e consciências para continuar vivendo. E ele só ficará totalmente satisfeito se, no fim, destruir as crenças daqueles que domina. Dessa forma, abre espaço para que ele mesmo seja o substituto e se torne a grande divindade do universo. Porém, quando descobre que outras forças também trabalham em sua mente, Zon se vê preso num paradoxo, e já não tem certeza de que conseguirá dominar a realidade com tanta rapidez. Ao mesmo tempo em que constrói novas crenças, destrói sua própria existência. Quem estaria por trás desse controle? Conseguirá Zon permanecer vivo e são? Zon – O rei do nada é uma aventura fantástica onde verdade e mentira, realidade e ficção se misturam, fazendo com que até o mais calmo leitor estremeça diante das profundas descobertas.
Zon - O Rei do Nada no Orelha de Livro & Skoob

Livro cedido em cortesia da Editora


Quando a Editora entrou em contato comigo para me ceder um exemplar do lançamento deles, eu não tinha nenhuma ideia de como seria o livro e fiquei totalmente surpresa com a linguagem que ele tem. Não é nada superficial, pelo contrário, a leitura tem que te incomodar, no sentido de você parar pra pensar na sua vida, pensar em se colocar no lugar do personagem e ver que você se encaixa com o descrito. A leitura de Zon deve ser feita de forma calma e que você processe todo o caminho que vai se trilhando no decorrer do enredo porque Zon é complexo por conta de uma abordagem de ser só indagações pelo personagem, mas não confunda "complexo" com "difícil", é uma leitura que incrivelmente flui.

"Abdicou dos sonhos de sua juventude e os vendeu um a um para pagar o aluguel, os presentes caros em uma sociedade que só sabe demonstrar afeto com dinheiro e viciada em consumo mais que qualquer droga ilícita."
Página 13

Zon é nossa ponte para conhecer o livro, ele é o 'nada' mas é o 'tudo'. Zon um personagem criado pelo Aquele que Escreve se 'liberta' e começa a peregrinar na mente Daquele que Lê. E como personagem criado por Aquele que Escreve, Zon é imortal e que só existe na mente Daquele que Lê. Existência e não existência.

"De como saiu da mente de um jovem; de como se tornou múltiplo, a cada leitor que o absorve."
Página 87

Muitas das vezes, eu me identifiquei com atitudes de Zon e acredito que esse é o principal ponto do livro, é nos identificar com o Zon graças aos seus questionamentos existenciais, questionamentos de crenças, questionamentos da vida e da morte. Por causa de suas dúvidas, nós nos achamos no personagem e consequentemente somos levados a uma reflexão na leitura. Questionamos praticamente qualquer tema nesse livro.

"A existência precisa de necessidade. Que dirá o homem, que te criou Deus para não se sentir tão sozinho e desamparado."
Página 69

A narrativa foi construída de uma forma interessante e que me agrada, Zon as vezes conversava com seu criador - Aquele que Escreve - e conversava comigo, a leitora.

Minha ilustração favorita
Já as ilustrações da Lupe Vasconcelos foi uma "leitura" complementar no livro inteiro, a cada ilustração já adiantava um pouco sobre o conto do capítulo a seguir. Graças as ilustrações, deixa o leitor mais a vontade, e são ilustrações com fundamentos, baseada em alguma cena do capítulo, direta ou indiretamente.

Sobre a edição de Zon - O Rei do Nada, fiquei muito feliz com o capricho da Editora, eu realmente não vi nenhum erro de digitação, as folhas amarelas e com uma espessura mais grossa, as ilustrações muito bem feitas. Em resumo, a Empíreo está de parabéns pelo lançamento. Mas também devo dar os devidos parabéns ao autor e a ilustradora.

Sobre o autor: 


Andrei Simões é biólogo e um dos autores de destaque da nova geração de escritores do país. Amante das artes e da ciência, o paranaense procura, por meio de seus textos, subverter a literatura fantástica e provar uma profunda reflexão no leitor, usando como instrumentos temas ocultos, místicos e filosóficos. 


Sobre a ilustradora:


Lupe Vasconcelos é artista e ilustradora. Graduada em Artes Visuais, ilustrou diversos livros infantis e coletâneas de quadrinhos, e recentemente tem se dedicado a projetos de natureza mais autoral e pessoa. Nascida em Goiás, Lupe hoje vive em Teresópolis, RJ.


~nathália

7 comentários

  1. Oi, tudo bem?
    Gostei muito da resenha e já coloquei o livro na minha lista de leitura.

    Beijos.

    http://livrosleituraseafins.blogspot.com.br/

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  2. sei lá, não foi algo que me despertou vontade de ler sabe!

    Seguindo o Coelho Branco

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  3. Olá!

    O livro parece bem diferente e não o conhecia. O enredo chama atenção por ser algo mais reflexivo e feito mesmo para nos indentificarmos como leitores. Linda a ilustração. Gostei da resenha.

    Beijos

    http://poesiasprosasealgomais.blogspot.com.br/

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  4. Oi Nathalia! Oi Rízia!
    Essa é a primeira resenha que leio do livro e gostei muito. Ele parece ser bastante reflexivo, algo que muito me agrada. Com certeza, é o tipo de livro que a gente lê com calma, fazendo anotações (sou a louca das anotações - rs).
    Beijão
    Coisas de Meninas

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  5. Opa, fiquei curiosa. Esse livro deve ter ótimas citações! Amo livros com ilustrações assim <3

    Beijos
    aritmeticadasletras.blogspot.com

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  6. O livro parece ser bem interessante, diferente do que costumo ler, mas acho que daria uma chance

    bjos
    Pah
    Lendo e Escrevendo

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  7. oie Nath
    não conhecia o livro, mas gosto de personagens que despertam nossa simpatia, e parece ser o caso aqui.
    bjos
    www.mybooklit.com

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